sexta-feira, 6 de novembro de 2026

CME de São Leopoldo aprova Diretrizes Municipais para Educação Integral em Tempo Integral construídas com a participação das escolas

 




Resolução nº 032/2026 é resultado de um processo de estudos, debates e escutas pedagógicas que reconhece as experiências de crianças, estudantes, professores e equipes diretivas na construção de uma política educacional comprometida com a equidade, a inclusão e o direito à educação.

O Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo (CME/SL) aprovou, em reunião plenária ordinária realizada no dia 28 de outubro de 2026, a Resolução CME/CE-EITI nº 032/2026, que institui as Diretrizes Municipais para a Educação Integral em Tempo Integral no Sistema Municipal de Ensino de São Leopoldo.

A aprovação representa um importante marco no processo de construção e fortalecimento da política educacional do município, sendo resultado de um trabalho desenvolvido pela Comissão Especial de Educação Integral em Tempo Integral, que articulou estudos dos marcos jurídico-normativos, análises técnicas, debates coletivos e escutas pedagógicas junto às comunidades escolares.

Mais do que instituir orientações para a ampliação da jornada escolar, a normativa contempla uma concepção de Educação Integral comprometida com o desenvolvimento humano em suas múltiplas dimensões, reconhecendo bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos como sujeitos de direito, cujas experiências educativas precisam ser atravessadas pelo cuidado, pela participação, pela aprendizagem, pelo pertencimento e pela diversidade dos territórios.




A escola que queremos: quando a escuta se transforma em normativa

Um dos aspectos mais significativos do trabalho desenvolvido pelo CME/SL foi a realização das Escutas Pedagógicas “A Escola de Tempo Integral que Queremos”, conduzidas pela Comissão Especial durante os anos de 2025 e 2026.

O processo contemplou oito instituições públicas municipais que ofertam Educação Integral em Tempo Integral, sendo quatro escolas de Ensino Fundamental e quatro escolas de Educação Infantil, envolvendo equipes diretivas, professores e professoras, crianças e estudantes.

As escutas partiram do reconhecimento de que a construção de uma política pública educacional não pode estar dissociada das experiências daqueles que vivenciam cotidianamente sua implementação.

Entre as estratégias utilizadas, destacou-se a dinâmica “Que Bom, Que Pena, Que Tal”, que possibilitou identificar as práticas consideradas positivas, os desafios enfrentados pelas instituições e as proposições das comunidades escolares para o aperfeiçoamento da Educação Integral em Tempo Integral.

As manifestações foram sistematizadas em quatro dimensões: práticas consolidadas, problemas recorrentes, aspectos que necessitam de estudo e planejamento e horizontes desejados pelas comunidades escolares.

Esse trabalho permitiu reconhecer experiências já desenvolvidas nas escolas, como o planejamento coletivo, os projetos interdisciplinares, a participação estudantil, a docência compartilhada, a integração entre cuidar e educar e as articulações com os territórios.

Ao mesmo tempo, foram evidenciadas necessidades relacionadas à infraestrutura, à alimentação escolar, aos espaços de descanso e convivência, à inclusão, à formação continuada, à organização dos profissionais e à integração das práticas pedagógicas.

O diferencial desse processo está no fato de que as escutas não permaneceram apenas como registros de participação: suas contribuições foram incorporadas à Resolução, especialmente em um capítulo dedicado à escuta pedagógica, à participação e à adequação da política às realidades escolares.

Assim, o conhecimento produzido no cotidiano das instituições passou a integrar os referenciais normativos que deverão orientar o planejamento, o monitoramento e o aperfeiçoamento da Educação Integral em Tempo Integral no município.




Educação Integral não é apenas permanecer mais tempo na escola

A Resolução estabelece que a Educação Integral em Tempo Integral pressupõe uma jornada mínima de sete horas diárias ou 35 horas semanais, articulada a uma proposta curricular integrada, com intencionalidade pedagógica e condições adequadas de atendimento.

Entretanto, o documento reafirma que a ampliação do tempo de permanência, isoladamente, não assegura uma formação integral.

É necessário construir uma organização educativa que reconheça os diferentes tempos de aprender, brincar, descansar, alimentar-se, conviver, pesquisar, criar e participar, superando a fragmentação entre turno e contraturno e promovendo experiências significativas de aprendizagem e desenvolvimento.

A normativa também contempla a justiça curricular, a Educação Especial Inclusiva, a valorização dos profissionais da educação, a educação digital e tecnológica, a justiça climática, a integração com o território e a articulação entre as políticas públicas.

Nessa perspectiva, a Educação Integral em Tempo Integral coloca-se em marcha como uma política que exige planejamento permanente e compromisso coletivo, de tal maneira que a ampliação das matrículas seja acompanhada da qualificação das condições concretas de oferta.




Gestão democrática e controle social como compromissos permanentes

Outro avanço importante diz respeito aos instrumentos de acompanhamento e avaliação estabelecidos pela Resolução.

A normativa prevê diagnósticos periódicos, elaboração e revisão anual do Plano de Expansão, relatórios de monitoramento e processos participativos de autoavaliação institucional.

Esses instrumentos deverão contemplar indicadores relacionados às matrículas, à frequência, à aprendizagem, à infraestrutura, à alimentação, ao transporte, à inclusão, à acessibilidade, à formação profissional, ao financiamento e à participação das comunidades escolares.

As necessidades identificadas nas escutas pedagógicas também deverão integrar os processos de planejamento e acompanhamento da política, permitindo verificar quais ações foram desenvolvidas, quais desafios permanecem e quais providências precisam ser priorizadas.

Dessa forma, o trabalho realizado pelo CME/SL busca assegurar continuidade à participação das comunidades escolares, reconhecendo que a gestão democrática não se encerra na escuta, mas exige acompanhamento, transparência e responsabilização institucional.

Uma construção coletiva que fortalece o Sistema Municipal de Ensino

A aprovação da Resolução nº 032/2026 também evidencia a importância do trabalho permanente desenvolvido pelas comissões do Conselho Municipal de Educação.

Antes de chegar ao Plenário, a construção de uma normativa dessa dimensão exige estudo, aprofundamento técnico, reflexão pedagógica, diálogo entre diferentes perspectivas e compromisso com as necessidades do Sistema Municipal de Ensino.

O processo desenvolvido pela Comissão Especial de Educação Integral em Tempo Integral demonstra como a atuação colegiada pode articular os marcos regulatório-jurídicos nacionais com as singularidades das instituições e dos territórios, sem desconsiderar os conhecimentos produzidos pelos profissionais e pelas comunidades escolares.

Nesse percurso, a reunião plenária constitui o espaço de apreciação e deliberação coletiva, no qual o trabalho construído é submetido ao debate e à decisão dos conselheiros e conselheiras.

A Resolução aprovada expressa, portanto, um processo de continuidade institucional, que reconhece as experiências já existentes, identifica os desafios contemporâneos e estabelece instrumentos para o fortalecimento progressivo da política educacional.

Um compromisso com o presente e o futuro da educação

A instituição das Diretrizes Municipais para a Educação Integral em Tempo Integral representa uma etapa importante para o Sistema Municipal de Ensino de São Leopoldo, mas também inaugura novas responsabilidades relacionadas à implementação, ao planejamento e à avaliação da política.

O desafio que se coloca é assegurar que os princípios expressos na normativa encontrem correspondência nas condições materiais, nas práticas pedagógicas, na organização curricular e no cotidiano das instituições.

Quando o conhecimento produzido nas escolas encontra espaço na construção das normas educacionais, fortalece-se o sentido democrático da política pública e amplia-se a possibilidade de construir uma educação que reconheça seus sujeitos, seus territórios e suas necessidades.

É nessa perspectiva que o Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo reafirma seu compromisso com uma educação pública democrática, inclusiva, equitativa e socialmente referenciada.

Porque construir uma Educação Integral em Tempo Integral com qualidade exige mais do que ampliar o tempo na escola: exige reconhecer as vozes, os saberes e as experiências de quem faz a educação acontecer todos os dias.


Documento de referência: Resolução CME/CE-EITI nº 032/2026, aprovada em 28 de outubro de 2026.

Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo – CME/SL

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CME de São Leopoldo fortalece a gestão democrática e aprova pareceres em defesa do direito à educação

Reuniões mensais do Plenário consolidam o trabalho coletivo do Conselho Municipal de Educação, com deliberações sobre Educação Integral em Tempo Integral, calendários escolares e acompanhamento do financiamento da educação pública.

O Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo (CME/SL) realizou, no dia 28 de outubro de 2026, sua reunião plenária ordinária, dando continuidade ao trabalho de análise, discussão e deliberação de matérias fundamentais para a organização e o fortalecimento do Sistema Municipal de Ensino.

As reuniões do Plenário, realizadas mensalmente, constituem um importante espaço de exercício da gestão democrática, no qual conselheiros e conselheiras se reúnem para apreciar matérias que atravessam o cotidiano das instituições educacionais, examinar os marcos jurídico-normativos e construir posicionamentos coletivos que contribuam para a efetivação do direito à educação.

Entretanto, as deliberações não começam nem se encerram nas reuniões plenárias. Cada parecer é resultado de um processo de construção que envolve o trabalho permanente das comissões, estudos da legislação, análise de documentos, reuniões técnicas, debates, identificação de necessidades e encaminhamento de proposições.

É nesse movimento que o CME/SL exerce suas funções normativa, consultiva, deliberativa e fiscalizadora, articulando os diferentes segmentos representados no Colegiado e reafirmando seu compromisso com a qualidade social da educação pública.

Educação Integral em Tempo Integral: acompanhamento e fortalecimento da política municipal

Entre as matérias aprovadas pelo Plenário em 28 de outubro, destaca-se o Parecer CME/CE-EITI nº 026/2026, que trata da revisão da Política Municipal de Educação Integral em Tempo Integral (EITI) da Rede Municipal de Ensino.

A análise foi conduzida pela Comissão Especial de Educação Integral em Tempo Integral, que examinou as informações apresentadas pela Secretaria Municipal de Educação sobre a organização da oferta em quatro Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) e doze Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs).

O Parecer reconhece os avanços na sistematização das informações e, ao mesmo tempo, aponta a necessidade de continuidade do processo de construção da política, especialmente quanto à organização curricular, às condições de infraestrutura, à inclusão, à acessibilidade, à alimentação, ao transporte, ao financiamento e à participação das comunidades escolares.

Como desdobramento, o Conselho determinou a apresentação do Plano de Expansão da EITI para 2027 até 4 de dezembro de 2026, bem como a entrega da Política Municipal consolidada, contemplando os ajustes apontados, até o final da primeira quinzena de março de 2027.

O posicionamento evidencia que ampliar o tempo de permanência na escola exige mais do que reorganizar jornadas: pressupõe assegurar condições efetivas para o desenvolvimento integral dos bebês, das crianças e dos estudantes, respeitando as singularidades dos territórios e o direito à aprendizagem.

Reorganização dos calendários escolares: garantia dos dias letivos e das aprendizagens

Outra importante deliberação foi a aprovação do Parecer nº 027/2026, que trata da complementação da reorganização dos calendários escolares da Rede Municipal de Ensino, em razão dos eventos climáticos ocorridos em setembro de 2026.

A matéria integra um processo de acompanhamento iniciado com o Parecer nº 013/2026 e aprofundado por meio do Ofício CME/SL nº 135/2026 e do Parecer nº 024/2026, este último aprovado pela Mesa Diretora em 9 de outubro.

Ao analisar as propostas encaminhadas pela Secretaria Municipal de Educação, o CME/SL reafirmou que a reposição dos dias letivos precisa considerar as especificidades de cada instituição, a participação dos Conselhos Escolares, o cumprimento dos Regimentos Escolares e a garantia de atividades presenciais com efetiva intencionalidade pedagógica.

As manifestações do Conselho destacam que a garantia do direito à educação não pode ser reduzida ao cumprimento formal de datas no calendário, sendo indispensável assegurar a participação dos estudantes, a carga horária prevista e as condições necessárias ao desenvolvimento das atividades educacionais.

As deliberações também evidenciam a importância de construir instrumentos de prevenção, planejamento e resposta aos eventos climáticos, considerando seus impactos sobre as comunidades escolares e a continuidade das aprendizagens.

Financiamento da educação: análise da previsão orçamentária para 2027

O trabalho do CME/SL também contemplou a análise da previsão de recursos destinados à educação municipal para o exercício de 2027.

Por meio do Parecer CME/MD-CE nº 025/2026, aprovado pela Mesa Diretora em reunião extraordinária de 26 de outubro, o Conselho tomou conhecimento da proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, após análise realizada pela Comissão Especial responsável.

O processo envolveu reuniões com técnicos da Secretaria Municipal de Educação, nos dias 21 e 22 de outubro, para apresentação da peça orçamentária e exame dos recursos projetados para as diferentes ações educacionais.

A Comissão identificou aumento nas projeções das ações previstas e reforçou a necessidade de acompanhamento permanente da aplicação dos recursos, com atenção especial ao financiamento da Educação Integral em Tempo Integral e à previsão de medidas de prevenção e recuperação das estruturas escolares diante de eventos climáticos extremos.

O acompanhamento do planejamento orçamentário integra o exercício do controle social e contribui para aproximar as decisões sobre os recursos públicos das necessidades concretas das comunidades escolares.

O trabalho coletivo que antecede cada aprovação

Para além dos pareceres aprovados, o conjunto dessas matérias permite evidenciar a dimensão do trabalho desenvolvido pelo CME/SL.

As comissões constituem espaços fundamentais para aprofundar o estudo das matérias, reunir informações, dialogar com os órgãos responsáveis e construir propostas que posteriormente são submetidas às instâncias deliberativas competentes.

Nesse percurso, a diversidade de representações e perspectivas contribui para qualificar as análises e fortalecer a construção de posicionamentos institucionais, reconhecendo que as decisões relativas à educação envolvem diferentes sujeitos, responsabilidades e interesses coletivos.

O Plenário, por sua vez, constitui um espaço de debate e deliberação coletiva, no qual as matérias submetidas à sua apreciação são discutidas e votadas, conferindo materialidade aos princípios da participação e da gestão democrática.

Cada parecer aprovado representa, portanto, não apenas uma manifestação formal do Conselho, mas o resultado de um processo de estudo, reflexão, diálogo e construção coletiva que busca transformar os princípios do direito à educação em orientações e ações concretas no Sistema Municipal de Ensino.

CME/SL: compromisso permanente com o direito à educação

Ao reunir-se mensalmente, acompanhar políticas públicas, analisar questões normativas e deliberar sobre matérias que impactam diretamente a vida escolar, o Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo reafirma seu papel como espaço institucional de participação, controle social e defesa da educação como direito de todos e todas.

O trabalho desenvolvido pelas comissões, pela Mesa Diretora e pelo Plenário demonstra que a construção de uma educação pública democrática, inclusiva e socialmente referenciada exige continuidade, responsabilidade coletiva e acompanhamento permanente das políticas educacionais.

Mais do que aprovar documentos, trata-se de construir condições para que os direitos assegurados na legislação encontrem correspondência no cotidiano das instituições, nas práticas pedagógicas e nas experiências de bebês, crianças e estudantes.

É nesse compromisso com a participação democrática, com o diálogo e com a garantia dos direitos educacionais que o CME/SL segue construindo sua atuação, reconhecendo que a defesa da educação pública se realiza coletivamente e de maneira permanente.

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

São Leopoldo na construção dos novos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil

São Leopoldo na construção dos novos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil

A publicação da versão atualizada dos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil, pelo Ministério da Educação, em parceria técnica com a Ação Educativa, o Itaú Social e o UNICEF, coloca em evidência um novo momento na avaliação da primeira etapa da Educação Básica brasileira. Passados mais de quinze anos da versão original, de 2009, o documento é revisto à luz dos marcos jurídico-normativos que se consolidaram no período, com destaque para os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil (2024) e para a Resolução CNE/CEB nº 1, de outubro de 2024, que institui as Diretrizes Operacionais Nacionais de Qualidade e Equidade para a Educação Infantil.



Dessa atualização decorrem desdobramentos que atravessam diretamente o cotidiano das unidades educacionais e a atuação dos órgãos normativos dos sistemas de ensino. É nesse contexto que registramos, com satisfação institucional, que a presidenta do Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo, Fabiane Bitello Pedro, integrou o processo de elaboração do documento, participando da Oficina de Trabalho realizada em 22 e 23 de abril de 2025 e das leituras críticas que subsidiaram a versão final da publicação.

O processo de revisão foi conduzido sob o princípio da participação. Foram ouvidas experiências de autoavaliação em municípios das cinco regiões do país, realizadas reuniões com vinte e duas entidades e organizações parceiras, promovidos sete seminários regionais — que reuniram 733 escutas — e efetivadas pré-testagens em dez unidades de Educação Infantil, além de consulta nacional. O grupo técnico responsável pela elaboração reuniu organizações da sociedade civil, gestores públicos, pesquisadores, universidades, fóruns e conselhos de educação, entre os quais a União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME).

O documento organiza a qualidade em sete dimensões: planejamento institucional e político-pedagógico; brincadeira e interações; promoção da saúde e do bem-estar; espaços, materiais e mobiliários; formação e condições de trabalho das(os) professoras(es) e demais profissionais; participação na rede de proteção social e troca com as famílias; e território e equidade. A metodologia de atribuição de cores — verde, amarelo e vermelho — é preservada como ferramenta de reflexão coletiva, jamais como instrumento de classificação, ranqueamento ou punição das unidades educacionais, dos profissionais ou das crianças.

Cabe evidenciar o papel conferido aos conselhos municipais de educação nesta proposta avaliativa. O documento recomenda expressamente que representantes dos CMEs sejam convidados a participar dos processos de autoavaliação nas unidades e indica os conselhos como instância de encaminhamento das demandas que ultrapassam o controle das instituições educacionais. Trata-se do reconhecimento de que a construção da qualidade se dá por protagonismos intercruzados, nos quais diferentes atores assumem sua parcela de responsabilidade.

A presença de São Leopoldo nesse processo evidencia as potencialidades do trabalho técnico desenvolvido pelos conselhos municipais e reafirma o pertencimento desta instância ao debate nacional sobre a garantia do direito de bebês e crianças à educação de qualidade. A publicação, agora disponível às redes, coloca-se como instrumento à disposição das unidades de Educação Infantil do município, e o Conselho Municipal de Educação segue à disposição para o diálogo sobre sua apropriação — porque a qualidade, como afirma o próprio documento, não é um ponto de chegada, mas parte de uma conversa permanente.


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CME/SL APROVA PARECER SOBRE A BNCC COMPUTAÇÃO

 

CME/SL APROVA PARECER SOBRE A BNCC COMPUTAÇÃO 

O Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo aprovou, em Plenária Ordinária realizada em 13 de julho de 2026, o Parecer CME/CE nº 010/2026, que toma conhecimento da complementação ao Documento Orientador do Currículo do Território de São Leopoldo/RS: Princípios e Concepções, referente à implementação da Base Nacional Comum Curricular – Computação na Educação Básica, e determina prazo e providências à Secretaria Municipal de Educação.

A deliberação encerra um percurso a partir da Indicação CME/CE nº 021, de 30 de abril de 2025, marco normativo que orienta a inserção da Computação na Educação Básica em todas as instituições escolares pertencentes ao Sistema Municipal de Ensino, como complemento à BNCC e ao Documento Orientador do Território. Em cumprimento a essa orientação, a SMED/SL encaminhou a este Conselho, por meio do Ofício nº 346/2025, a complementação incidente sobre o Capítulo 9 do Documento vigente, com atualização das seções 9.2 e 9.3 e acréscimo de nova seção sobre Educação Digital Escolar, Educação Midiática e BNCC Computação, matéria submetida à análise da Comissão Especial da BNCC Computação.







A análise foi conduzida item por item, aferindo o que a SMED/SL encaminhou, o que a Indicação CME/CE nº 021/2025 exige, o que as normas nacionais determinam — entre elas o Parecer CNE/CEB nº 2/2022 e seu Anexo, a Resolução CNE/CEB nº 1/2022, a Lei Federal nº 14.533/2023, que institui a Política Nacional de Educação Digital, a Resolução CNE/CEB nº 2/2025 e a Lei Federal nº 15.100/2025 — e, por fim, o que deve ser mantido, ajustado ou acrescentado para que a complementação integre adequadamente o Documento Orientador. Desse procedimento decorre a conclusão de que a matéria encaminhada representa avanço significativo e esforço técnico-pedagógico consistente, ainda que carecendo de complementações para a plena conformidade normativa.

Entre os desdobramentos apontados pelo Parecer, contempla-se a determinação de que a BNCC Computação seja explicitamente declarada como implementada de forma transversal ao currículo, articulada às áreas do conhecimento, aos campos de experiência, aos componentes curriculares, aos projetos pedagógicos, aos EVAMs e às demais práticas escolares, redação indispensável para evitar ambiguidade entre componente específico, projeto isolado ou ação extracurricular. Soma-se a isso a necessidade de acréscimo de seção própria sobre direitos digitais, proteção de dados pessoais, conectividade segura e tecnologia assistiva como condição de acessibilidade e inclusão, evidenciando que a Educação Digital Escolar não se reduz ao uso instrumental de equipamentos ou ao acesso à internet.

O Parecer determina, igualmente, orientação específica para a Educação Infantil, na qual a Computação deverá ser desenvolvida de forma transversal, lúdica, concreta e desplugada, por meio de brincadeiras, jogos, sequências, padrões, movimentos corporais e experiências investigativas adequadas às crianças, sem antecipar escolarização disciplinar ou reduzir a experiência infantil ao uso de telas; e, no Ensino Fundamental, o desenvolvimento progressivo dos três eixos estruturantes — pensamento computacional, mundo digital e cultura digital —, articulado às áreas do conhecimento, com habilidades específicas registradas nos documentos curriculares complementares, planos de trabalho e planejamentos docentes.

Conforme se infere do disposto nos itens 2.3 a 2.18, o Parecer alinhava ainda a inserção de política clara de uso pedagógico de dispositivos digitais por etapa de ensino, o reconhecimento do NTM e dos EVAMs como estruturas de apoio à implementação transversal — e não como substítutos da responsabilidade curricular das áreas do conhecimento, dos/as professores/as regentes, das equipes diretivas e da mantenedora —, o plano de formação continuada atento às especificidades da Educação Infantil, dos Anos Iniciais, dos Anos Finais, da Educação Especial Inclusiva e da EJAI, o diagnóstico e a priorização das unidades com maiores limitações de conectividade e equipamentos, o sistema de monitoramento e avaliação contínua por unidade escolar e a incorporação de glossário conceitual que assegure precisão terminológica entre noções relacionadas, mas não equivalentes.

O ato evidencia as potencialidades de um processo que articula análise crítica e proposta construtiva, reconhecendo o trabalho já realizado pela Rede Municipal ao mesmo tempo em que qualifica as condições para que a Computação se efetive no cotidiano escolar como direito de aprendizagem, e não como acréscimo técnico à margem do currículo. A matéria segue, portanto, em tramitação, e a revisão ampla do Documento Orientador do Território, prevista para 2026, permanece como espaço privilegiado de aprofundamento e de escuta da comunidade escolar.

O Parecer CME/CE nº 010/2026 — PICME nº 116/EB/30.08.2019 foi subscrito pela Comissão Especial da BNCC Computação, sendo aprovado em Plenária Ordinária de 13 de julho de 2026, sob a presidência da conselheira Fabiane Bitello Pedro, Gestão 2025-2027. A íntegra do documento está disponível para consulta neste Blog.


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quinta-feira, 2 de julho de 2026

CME/SL avança na finalização do Parecer sobre a BNCC Computação

O Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo, por meio da Comissão Especial da BNCC Computação, realizou reunião de trabalho para a finalização da análise do parecer referente à complementação da BNCC Computação no Documento Orientador do Currículo do Território de São Leopoldo.

Durante o encontro, foram revisados pontos fundamentais para a implementação da educação digital escolar no currículo, considerando a transversalidade da BNCC Computação, os três eixos estruturantes, a atualização dos Projetos Político-Pedagógicos, Regimentos Escolares e Planos de Trabalho, além de temas como inclusão digital, equidade tecnológica, formação continuada, acessibilidade, tecnologia assistiva, direitos digitais, proteção de dados pessoais e uso pedagógico das tecnologias.


A Comissão reconheceu o avanço técnico-pedagógico da complementação encaminhada pela SMED, indicando também a necessidade de ajustes e complementações para garantir maior conformidade com as normas educacionais vigentes e com as orientações do CME/SL.

O trabalho segue agora para os encaminhamentos finais, com vistas à posterior apreciação e deliberação pelo Conselho Municipal de Educação.


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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Fórum Municipal de Educação: participação social e compromisso com o futuro da educação

O Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo destaca a importância do Fórum Municipal de Educação como espaço democrático de diálogo, escuta, acompanhamento e construção coletiva das políticas educacionais do município.




O Fórum tem papel fundamental no processo de monitoramento do Plano Municipal de Educação e na construção das diretrizes que orientarão a educação leopoldense para os próximos anos. É por meio da participação de diferentes segmentos da comunidade educacional que se fortalecem decisões mais qualificadas, responsáveis e alinhadas às necessidades das escolas, dos estudantes, dos profissionais da educação e da sociedade.

Neste importante momento de entrega do Plano de Ação e do Cronograma de Trabalho para a construção do novo Plano Municipal de Educação, o CME esteve representado por Raona Denise Pohren, reafirmando o compromisso do Conselho com a participação social, a gestão democrática e o fortalecimento das políticas públicas educacionais.

O CME segue atuando de forma colaborativa para contribuir com uma educação pública de qualidade, construída com responsabilidade, diálogo e compromisso coletivo.

Transparência e compromisso com São Leopoldo


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terça-feira, 2 de junho de 2026

Comissão de Ensino Fundamental em reunião presencial

Comissão de Ensino Fundamental realiza reunião para revisão dos Regimentos Escolares das EMEFs

A Comissão de Ensino Fundamental do Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo reuniu-se presencialmente para dar continuidade aos estudos e à revisão dos Regimentos Escolares das Escolas Municipais de Ensino Fundamental — EMEFs.

O encontro teve como objetivo analisar e qualificar os documentos normativos que orientam a organização, o funcionamento e a vida escolar das instituições, fortalecendo a gestão democrática, a autonomia pedagógica e a coerência entre o Regimento Escolar e o Projeto Político-pedagógico de cada unidade.

A revisão está fundamentada na Resolução CME/CE nº 030/2024, aprovada em 28 de agosto de 2024, que estabelece as diretrizes para elaboração do Projeto Político-pedagógico e do Regimento Escolar das instituições pertencentes ao Sistema Municipal de Ensino de São Leopoldo e revoga a Resolução CME/CE nº 010/2010. A norma define o Regimento Escolar como documento legal que organiza a natureza da instituição, sua estrutura e as normas que regulam seu funcionamento.

O CME/SL segue comprometido com o trabalho coletivo, o diálogo institucional e a qualificação dos processos normativos que fortalecem a educação pública municipal de São Leopoldo.





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